domingo, 16 de julho de 2017

Paciência...


“Paciência só para o que importa de verdade.
 Paciência para ver a tarde cair.
 Paciência para beber um cálice de vinho.
 Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.
 Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.”

 Martha Medeiros

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Leonard Cohen - It Seemed the Better Way

Mistério...


No mistério do sem-fim
equilibra-se um planeta.
E no planeta um jardim
e no jardim um canteiro
no canteiro uma violeta
e sobre ela o dia inteiro
entre o planeta e o sem-fim
a asa de uma borboleta...

Cecília Meireles

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Lobos...


O Lobo solitário é valente e forte
 mas tem seus medos e angustias
Encurralado fica agressivo, solto
até tenta proximidade dos seus pares
Mas ele até por instinto machuca quem gosta
É instintivo, é de sua natureza vorás...
É belo e admirável, porém intocável
sempre em defesa de seu pequeno território...
Dentro de si a imensidão de sonhos e sentimentos
 todos inconfessáveis e irrevelados.
Do medo de ser aprisionado vem sua força
arredia, do medo da prisão sem muros
 vem seu uivo de dor, força e sentimentos..

Elmar Santos

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Seus Olhos...


Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou
 Não tinham luz de brilhar
 Era chama de queimar
 E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino
 Como facho do Destino
 Divino, eterno!E suave
 Ao mesmo tempo: mas grave
 E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser
Senão a cinza em que ardi.


 Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Independência...


Independência nada mais é
do que ter poder de escolha.
Conceder-se a liberdade de ir e vir
Atendendo às suas necessidades
e vontades próprias
Mas sem dispensar a magia.
Independência não é sinónimo de solidão
É sinónimo de honestidade:
estou ONDE QUERO
Com QUEM QUERO e
 PORQUE QUERO.

 Martha Medeiros

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Vou até lá...


Vou até lá renovar meus votos de gratidão
e amor pela vida e, mais uma vez,
voltarei com a certeza de que lá minha alma fez morada...
Lá, onde é o meu lugar, no calor do abraço
que me mostra a dimensão da eternidade
 meu espírito irá buscar inspiração
 e reafirmar a fé de que a verdadeira Casa
 não tem alicerces no mundo.

 Nicoli Miranda

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Pela luz dos olhos teus


Quando a luz dos olhos meus
a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p'ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinicius de Moraes
foto - Maria Dilar

domingo, 11 de junho de 2017

Lisboa Linda Maria Dilar


A história de Lisboa está muito ligada ao Rio Tejo,
 o maior da Península Ibérica.
Devido à proximidade ao rio, os primeiros humanos,
os homo sapiens Neandertais, fixaram-se nesta região,
vindos principalmente do norte de África e de outras partes da Europa.
Em Lisboa existem achados arqueológicos que comprovam
a existência de vida humana naquela zona há milhares e milhares de anos
 sendo que os Neandertais chegaram à Península Ibérica há cerca de 35 mil anos.
 Lisboa é, assim, uma das cidades mais antigas do mundo e da Europa Ocidental
 passando à frente de cidades importantes como Londres, Paris ou Roma.
 Há uma lenda que diz que Lisboa foi fundada pelo herói grego Ulisses
 e que os primeiros habitantes terão sido povos do ocidente.
 O registo da primeira invasão em Lisboa
data de muito tempo antes do nascimento de Cristo
 quando várias tribos invadiram a Península Ibérica
 e fixaram-se nos terrenos férteis nas margens do Rio Tejo.
Ali tinham as melhores condições para viver...

texto- google

terça-feira, 6 de junho de 2017

Hoje o silêncio gritou




Hoje o Silêncio gritou
cinco vezes a palavra "Amor".
Em seguida, num murmúrio, ele disse: "Saudade"
Tudo isso se passou numa folha de papel
 em branco.

 (Alexandre Reis)

sábado, 3 de junho de 2017

Maria Dilar - Nova Marcha da Madragoa

No dia 5 de Junho de 1932, o Notícias Ilustrado relatava o entusiasmo e a alegria com que os alfacinhas receberam ao primeiro desfile das marchas populares: “Pelo entusiasmo que lavra entre os componentes daquelas colectividades, avalia-se desde já o sucesso formidável que vai ter a revivescência das velhas marchas populares que de cada bairro da cidade nas noites festivas dos Santos populares se encontravam no chafariz da antiga rua Formosa

 No ano seguinte as marchas populares já tinham doze bairros a participar, cada um com a sua marcha, música, traje, coreografia de acordo com um tema inspirado num costume local ou característica do bairro. As canções eram populares e as suas letras estavam sujeitas a aprovação por parte da autarquia.

 Rapidamente, as marchas populares passaram a fazer parte da cidade e ajudaram, de certa forma, a criar uma identidade inspirada nos aspectos urbanos e no rurais da vida dos lisboetas. Este processo foi apelidado de “folclorização do Estado Novo Português” pelo investigador de História Contemporânea do Instituto de Ciências Sociais, Daniel Melo

Para este historiador as marchas populares são “(…) um exemplo singular de folclorização [que] ambicionam instalar uma tradição lisboeta, mas paradoxalmente recorrem, num momento inicial, a elementos pretensamente folclóricos de proveniência exógena (rural), e só depois reforçam os traços directamente associados à cidade

 A celebração dos Santos Populares acontece em todo o país, mas foi em Lisboa que as marchas populares surgiram e é nesta cidade que elas continuam até aos dias de hoje.

 Texto de Sofia Mendes



sexta-feira, 2 de junho de 2017

Poema azul...


O mar beijando a areia
O céu e a lua cheia
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu
E a lua cheia
Que prateia os cabelos do meu bem
Que olha o mar beijando a areia
E uma estrelinha solta no céu
Que cai no mar
Que abraça a areia
Que mostra o céu e a lua cheia um beijo meu

Sophia de Mello Breyner Andresen


foto --Maria Dilar