quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
domingo, 24 de novembro de 2019
domingo, 10 de novembro de 2019
Nunca diga te amo, se não te interessa...
Nunca diga te amo se não te interessa.
Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém
se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.
A coisa mais cruel que alguém pode fazer
é permitir que alguém se apaixone por você
quando você não pretende fazer o mesmo.
Desconhecido
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
Rita Hayworth - Amado mío (Gilda)
BELEZA E SENSUALIDADE...
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
domingo, 13 de outubro de 2019
Maria Dilar
Autores Amadeu do Vale e Fernando Carvalho
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
A lua foi ao cinema...
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas uma estrela bem pequena
dessas que, quando apagam, ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha, ninguém olhava para ela
e toda a luz que ela tinha cabia numa janela.
A lua ficou tão triste com aquela história de amor
que até hoje a lua insiste:
-Amanheça, por favor!
Paulo Leminski
segunda-feira, 2 de setembro de 2019
SEM RAZÃO - Maria Dilar
Que o amor quando vem
Não sabemos também
A sorte que trás consigo
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
terça-feira, 25 de junho de 2019
terça-feira, 11 de junho de 2019
domingo, 12 de maio de 2019
quinta-feira, 9 de maio de 2019
A lenda da verdade e mentira
Reza uma lenda do Séc. XIX que um dia a Verdade e a Mentira encontraram-se. Diz a Mentira à Verdade: “Está um dia tão bonito”. E estava de facto um dia muito bonito. Passam algum tempo juntas até que chegam junto de um poço. ” A água está tão agradável, porque não tomamos um banho as duas?” sugere a Mentira. A Verdade, embora reticente, lá toca na água e a água estava realmente agradável. Despem-se então e banham-se. De repente a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge. A Verdade salta do poço e corre todos os lugares para encontrar a Mentira e recuperar as suas vestes. O Mundo, vendo-se confrontado com a nudez da Verdade, revira os olhos, entre o desprezo e a raiva. A Verdade volta então ao poço onde desaparece para sempre, escondendo a sua vergonha.
Desde então a Mentira tem percorrido o Mundo com as roupas da Verdade, satisfazendo os caprichos das pessoas e das sociedades, e o Mundo, esse, continua a recusar-se a encarar a Verdade nua.................
Autor desconhecido.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
MULHERES À BEIRA-MAR
MULHERES À BEIRA-MAR
Confundido os seus cabelos com os cabelos do vento
têm o corpo feliz de ser tão seu e tão denso em plena liberdade.
Lançam os braços pela praia fora e a brancura dos seus pulsos penetra nas espumas.
Passam aves de asas agudas e a curva dos seus olhos prolonga o interminável rastro no céu branco. Com a boca colada ao horizonte aspiram longa- mente a virgindade de um mundo que nasceu.
O extremo dos seus dedos toca o cimo de delícia e vertigem onde o ar acaba e começa.
E aos seus ombros cola-se uma alga, feliz de ser tão verde.
Sophia de Mello Breyner Andresen | "Antologia",
quinta-feira, 18 de abril de 2019
A lenda da cotovia ...
Uma linda cotovia
Libertina e mariola
Conta a lenda, certo dia
Foi presa numa gaiola.
E a linda cotovia
Costumada a vadiar
Cantou de noite e de dia
Pois não sabia chorar.
E à voz da passarada
Que, de vago, ao longe ouvia
Respondia em desgarrada
A todos entristecia.
À quarta noite passada
Já risonho o sol nascia
Morreu de dor e cansada
Essa linda cotovia.
Onde ela foi enterrada
Um cravo negro vingou
Depois disso a passarada
Nunca mais ali cantou.
Diz a lenda, ao terminar
Que certas noites se ouvia
Ao longe, triste, a cantar
Uma linda cotovia.
Manuel de Andrade
segunda-feira, 1 de abril de 2019
quarta-feira, 20 de março de 2019
domingo, 17 de março de 2019
sexta-feira, 1 de março de 2019
Desespero
Não eram meus os olhos que te olharam
Nem este corpo exausto que despi
Nem os lábios sedentos que poisaram
No mais secreto do que existe em ti.
Não eram meus os dedos que tocaram
Tua falsa beleza, em que não vi
Mais que os vícios que um dia me geraram
E me perseguem desde que nasci.
Não fui eu que te quis.
E não sou eu
Que hoje te aspiro e embalo e gemo e canto,
Possesso desta raiva que me deu
A grande solidão que de ti espero.
A voz com que te chamo é o desencanto
E o esperma que te dou, o desespero.
Ary dos Santos, in 'Liturgia do Sangue'
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Mensagem de BUDA ...
" Buda disse;
Domine suas palavras, domine seus pensamentos, não magoe ninguém
Siga fielmente essas orientações e avance no caminho dos sábios
A maior vitória que se conquista é sobre si mesmo.
Para isso, é preciso controlar a própria mente.
Você deve controlar seus pensamentos
eles não devem ir e vir, como ondas no mar.
Talvez acredite que é incapaz de fazer isso.
Mas há uma resposta para isso:
você não pode proibir uma ave de voar sobre você
mas certamente pode evitar que ela faça um ninho na sua cabeça.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
domingo, 10 de fevereiro de 2019
O suporte da musica
O suporte da música pode ser a relação
entre um homem e uma mulher
a pauta dos seus gestos tocando-se
ou dos seus olhares encontrando-se
ou das suas vogais adivinhando-se abertas e recíprocas
ou dos seus obscuros sinais de entendimento
crescendo como trepadeiras entre eles.
o suporte da música pode ser uma apetência
dos seus ouvidos e do olfacto
de tudo o que se ramifica entre os timbres
os perfumes, mas é também um ritmo interior
uma parcela do cosmos, e eles sabem-no
perpassando por uns frágeis momentos
concentrado num ponto minúsculo
intensamente luminoso, que a música, desvendando-se
desdobra, entre conhecimento e cúmplice harmonia.
Vasco Graça Moura
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Se me esqueceres
Se Me Esqueceres
Quero que saibas uma coisa.
Sabes como é: se olho a lua de cristal,
o ramo vermelho do lento outono à minha janela,
se toco junto do lume a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha, tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe, aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.
Mas agora, se pouco a pouco
me deixas de amar deixarei de te amar pouco a pouco.
Se de súbito me esqueceres não me procures
porque já te terei esquecido.
Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras que passa pela minha vida
e te resolves a deixar-me na margem do coração
em que tenho raízes, pensa que nesse dia, a essa hora
levantarei os braços e as minhas raízes sairão em busca de outra terra.
Porém se todos os dias, a toda a hora,
te sentes destinada a mim com doçura implacável,
se todos os dias uma flor uma flor te sobe aos lábios à minha procura
, ai meu amor, ai minha amada, em mim todo esse fogo se repete
, em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor, e enquanto viveres
estará nos teus braços sem sair dos meus
. Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"
sábado, 2 de fevereiro de 2019
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Árvores solitárias
.. .Solitárias, as árvores,exaram terra
e sol silenciosamente
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem
com o vento soltam ais como se suspirassem
e gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas
a crescer e a florir sem consciência
Virtude vegetal viver a sós
e entretanto dar flores.
António Gedeão
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Se depois de eu morrer...
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia
Não há nada mais simples. Tem só duas datas ---
a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir. Vi como um danado.
Amei as coisas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento
. Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro
foto Maria Dilar
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