sexta-feira, 4 de setembro de 2020
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
Quando eu soltar a minha voz...


sábado, 25 de julho de 2020
quarta-feira, 8 de julho de 2020
sexta-feira, 12 de junho de 2020
domingo, 31 de maio de 2020
quarta-feira, 27 de maio de 2020
quinta-feira, 21 de maio de 2020
domingo, 17 de maio de 2020
terça-feira, 12 de maio de 2020
sexta-feira, 8 de maio de 2020
sábado, 2 de maio de 2020
domingo, 26 de abril de 2020
terça-feira, 21 de abril de 2020
segunda-feira, 6 de abril de 2020
quinta-feira, 2 de abril de 2020
sábado, 28 de março de 2020
Que música escutas tão atentamente que não dás por mim?
Que música escutas tão atentamente
que não dás por mim?
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti que tudo canta ainda?
Queria falar contigo, dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo, medo que toda a música
cesse e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio com que teces os dias sem memória.
Com que palavras ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim, ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas, e tão alheia que nem dás por mim.
Eugénio de Andrade
Maria Dilar
28 de março de 2017 às 00:44 · Lisboa ·
Que bosque, ou rio, ou mar?
Ou é dentro de ti que tudo canta ainda?
Queria falar contigo, dizer-te apenas que estou aqui,
mas tenho medo, medo que toda a música
cesse e tu não possas mais olhar as rosas.
Medo de quebrar o fio com que teces os dias sem memória.
Com que palavras ou beijos ou lágrimas
se acordam os mortos sem os ferir,
sem os trazer a esta espuma negra onde corpos e corpos se repetem,
parcimoniosamente, no meio de sombras?
Deixa-te estar assim, ó cheia de doçura,
sentada, olhando as rosas, e tão alheia que nem dás por mim.
Eugénio de Andrade
Maria Dilar
28 de março de 2017 às 00:44 · Lisboa ·
terça-feira, 24 de março de 2020
segunda-feira, 23 de março de 2020
quarta-feira, 18 de março de 2020
domingo, 1 de março de 2020
Suplica
Agora que o silêncio é um mar sem ondas
E que nele posso navegar sem rumo
Não respondas,ás urgentes perguntas que te fiz
Deixa-me ser feliz assim, já tão longe de ti como de mim
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto,o nosso amor durou
Perde-se a vida a desejá-la tanto
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor,durou
Mas o tempo passou, há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
Miguel Torga
foto Maria Dilar
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Maria Dilar - Fado da saudade (Imagens artísticas)
Fado da saudade
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Ode ao Gato
Ode ao Gato
Tu e eu temos de permeio a rebeldia que desassossega, a matéria compulsiva dos sentidos. Que ninguém nos dome, que ninguém tente reduzir-nos ao silêncio branco da cinza, pois nós temos fôlegos largos de vento e de névoa para de novo nos erguermos e, sobre o desconsolo dos escombros, formarmos o salto que leva à glória ou à morte, conforme a harmonia dos astros e a regra elementar do destino.
José Jorge Letria, in "Animália Odes aos Bichos"
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
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