sábado, 25 de fevereiro de 2017

Paz Perfeita 🌟


Certa vez um rei teve de escolher entre duas pinturas
 qual mais representava a paz perfeita.
 A primeira era um lago muito tranquilo
 este lago era um espelho perfeito onde
 se reflectiam algumas plácidas montanhas
 que o rodeavam, sobre elas encontrava-se
 um céu muito azul com nuvens brancas
 Todos os que olharam para esta pintura
 pensaram que ela reflectia a paz perfeita.
 Já a segunda pintura também tinha montanhas
 mas eram escabrosas e não tinham uma só planta
 o céu era escuro, tenebroso e dele saíam faíscas de raios e trovões.
 Tudo isto não era pacífico.
 Mas, quando o rei observou mais atentamente
 reparou que atrás de uma cascata havia
 um pequeno galho saindo de uma fenda na rocha.
Neste galho encontrava-se um ninho.
Ali, no meio do ruído da violenta camada de água
 estava um passarinho calmamente sentado no seu ninho.
 Paz Perfeita.
 O rei escolheu essa segunda pintura e explicou:
 "Paz não significa estar num lugar sem ruídos, sem problemas
 Ou sem dor.
 Paz significa que, apesar de se estar no meio de tudo isso
 Permanecemos calmos e tranquilos no nosso coração
. Este é o verdadeiro significado da paz."

 Autor Desconhecido

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Não Deixe O Samba Morrer (Videoclipe) - Maria Rita


" Não deixa o samba morrer,
 não deixa o samba acabar,
 o morro foi feito de samba
 e de samba pra gente sambar"

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Mulher Inspiradora


Mulher, não és só obra de Deus;
 os homens vão-te criando eternamente
 com a formosura dos seus corações
 e os seus anseios vestiram de glória a tua juventude.
 Por ti o poeta vai tecendo a sua imaginária tela de oiro
 o pintor dá às tuas formas, dia após dia, nova imortalidade
 Para te adornar, para te vestir, para tornar-te mais preciosa
o mar traz as suas pérolas, a terra o seu oiro
 sua flor os jardins do Verão.
 Mulher, és meio mulher, meio sonho

. Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
 Tradução de Manuel Simões
foto- Maria Dilar 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Maria Dilar - Casinha Pequenina


Todas as casas onde há livros, quadros e discos são bonitas.
 E são feias todas as casas, por mais luxuosas, onde faltem essas coisas...

Eugénio de Andrade

sábado, 11 de fevereiro de 2017

in "Infinito Pessoal"

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada
da frescura que vem depois do sol
 quando depois do sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te, lentamente
e é ternura também que vou vestindo
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa
com que nós a despimos
 assim que estamos sós!


De: DAVID MOURÃO-FERREIRA 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Á BEiRA DO RIO...


Sentei-me á beira do rio...
conta a lenda que tudo o que cai nas águas desse rio
as folhas, os insectos, as penas das ave
se transformam nas pedras do seu leito.
 Ah, quem dera eu pudesse arrancar
 o coração do meu peito e atira-lo na correnteza
 e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças
O frio do inverno fez com que eu sentisse
 as lágrimas no rosto, e elas se misturaram
 com as águas geladas que correm diante de mim.
 Em algum lugar esse rio se junta com outro
depois com outro, até que distante dos meus olhos
 e do meu coração, todas essas águas
 se confundem com o mar...

desconhecido

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Dinah Washington: What Difference A Day Makes


Deixou eternas lembranças, esta voz tão impressionante
 que a musica traz sempre de volta...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

VIAGEM..


Viagem
 É o vento que me leva.
 O vento lusitano.
 É este sopro humano Universal
 Que enfuna a inquietação de Portugal.
 É esta fúria de loucura mansa
 Que tudo alcança Sem alcançar.
 Que vai de céu em céu,
 De mar em mar,
 Até nunca chegar.
 E esta tentação de me encontrar
 Mais rico de amargura
as pausas da ventura
 De me procurar...

Miguel Torga

sábado, 28 de janeiro de 2017

Sensual tango - La Cumparsita



Fecha os olhos e sente a leveza deste desejo a sensualidade e delicadeza entre o sonho e um desejo .
Entrega-te a este momento deixa fluir o que te vai na alma abraça o melhor sentimento sente a profundidade da sua calma. Escuta o silêncio que desta essência se faz ouvir liberta o coração e entrega o teu corpo a este sentir . Esquece o tempo apenas vive este lugar dá asas ao pensamento e voa aonde o prazer te levar ...

Valdo Santos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Mesa dos Sonhos


Mesa dos Sonhos
Ao lado do homem vou crescendo
Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente
Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam

Todas as vidas
 Ao lado do homem vou crescendo
 E defendo-me da morte povoando
 De novos sonhos a vida

 Alexandre O'Neill,

sábado, 21 de janeiro de 2017

A Lenda dos Beijos.




Quero todo o teu espaço
 e todo o teu tempo.
Quero todas as tuas horas
 e todos os teus beijos.
Quero toda a tua noite
 e todo o teu silêncio.

Mario Quintana

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Maria Dilar Fado Negro Negro Fado

PALETA DUM FADO


 Se outros vissem o que vejo,
Assim que os meus olhos fecho
 Para me pôr a sonhar…
Veriam melhor a vida
 Ora negra ou colorida
 A sorrir ou a chorar.

Tiro uma foto ao desgosto
 Que se espraia no teu rosto
E guardo-a dentro de mim.
 Outras vezes dou matiz
 Ao teu sorriso, feliz,
Com cores de todo um jardim

 Quando passa a primavera
 O outono que vive à espera
Vir nos teus olhos morar;
Traz folhas, que são caídas
 Como lágrimas perdidas
, Sobre o teu rosto a rolar.

Assim te vejo qual tela
De guache, óleo, aguarela
 Num quadrosublimado…
 Se outros vissem o que vejo
 Assim que os meus olhos fecho
Para te cantar num fado…

Poema: Mário Rainho

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Há palavras que nos beijam...


Há palavras que nos beijam
 Como se tivessem boca.
 Palavras de amor, de esperança,
 De imenso amor, de esperança louca.

 Palavras nuas que beijas
 Quando a noite perde o rosto
 Palavras que se recusam
 Aos muros do teu desgosto.

 Que nos transportam
 Aonde a noite é mais forte
 Ao silêncio dos amantes
 Abraçados contra a morte.

 Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'